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História

bandeira de jacuriNo início do século XX, as diversas mudanças políticas, economias e sociais configuraram uma nova etapa na história do país, contribuindo para a construção o espaço urbano mineiro. A elite agrária que assentara economicamente e o entusiasmo pelo processo de modernização que se cogitava em todo o país direcionam os interesses tanto políticos quanto sociais para realização de obras, como a: abertura de estradas, investimentos e incentivos ao trabalho no campo, como a criação de escolas técnicas com vistas à renovação no meio rural, uma forma de valorizar o setor. Acrescentou-se a este desenvolvimento os investimentos na pecuária, denotando um crescimento no comércio e nas fontes de renda.

Inúmeros acontecimentos marcaram o país, os estados e municípios neste período,provocando mudanças e transformações variadas em todo o Brasil e em particular em cada uma de suas regiões, mesmo as mais afastadas do foco dos fatos. O município tem sua origem com a chegada de Miguel Pereira do Nascimento e sua família, provenientes da Bahia, com a chegada local encontraram índios manalis e caiapós. Também se fixaram na região muitos paulistas que procuravam por ouro, fato que contribuiu para o aumento da população o lugar. O nome do município vem do indígena “i-a­cu-í“, que pode ser entendido como “rio dos jacus”. Banham a região os rios Suaçuí Grande e o Jacuri, destacando-se as cachoeiras dos Alves e Três Pontas e, também, o ribeirão Fonseca, com uma queda d’água com o mesmo nome.

O distrito foi criado em 1852 e, em 1953, deu-se a emancipação, com território desmembrado do Município de Peçanha. Tendo como primeiro Prefeito Municipal, o Sr. Américo José de Oliveira. As principais atividades econômicas são: Pecuária de Corte, Produção de Leite e derivados, milho, feijão, cana de açúcar e outros. Evolução urbana e de serviços: iniciou-se com os Arruamentos, praças, bairros, serviços de saúde, transporte etc. Temos como Festa Típica: Festa do Divino Espírito Santo e do Jacuriense Ausente, que acontece na terceira semana do mês de julho de cada ano, que é comandada por um Festeiro e nove mordomos. Acontecem leilões em barracas durante a semana que antecede a Festa, normalmente após as novenas de cada dia; Carnajacuri, festa tradicional do Carnaval de São José do Jacuri, realizada nos dias de carnaval, de todos os anos, com a participação de vários Blocos da cidade de São José do Jacuri, cidades vizinhas, Capital do Estado e até outros Estados. Comemora-se ainda, Festas Religiosas, realizadas nas datas de comemoração pelo dia de cada santo.

Com a formação das vilas e arraiais no nordeste mineiro, em meio ao constante fluxo migratório, impulsionado pela relativa carência do ouro e diamante, resultando em um movimento de parte da população concentrada nas áreas mineradoras, em direção á outras regiões em busca de outras atividades econômicas lucrativas.

O impressionante fluxo migratório direcionado de maneira espantosa para o interior do estado, marcou a ocupação do território. São José do Jacuri, não fugindo a esta regra inicia sua ocupação com a chegada da família de Miguel Pereira do Nascimento. Relatos dizem que era proveniente da Bahia, vindo fugindo da seca prolongada, fixando moradia e desenvolvendo atividades de subsistência as margens do córrego denominado “dos Pereiras”.

Originando a língua indígena, “Jacuri” pode ser entendido com Rio dos Jacus, (ave da família dos cracídeos) encontrado até os dias de hoje pela região. Posteriormente acrescentado ao nome, São José, em devoção a possível imagem do santo encontrada as margens o rio, sendo o padroeiro do município.

Retomando a forma de ocupação e expansão do território, São José do Jacurí, por volta de 1820, segundo relatos, recebe os bandeirantes paulistas em busca e ouro.

Desbravando matas e dando continuidade ao povoamento. Já em 1852 o povoado já registrava sinais de crescimento, nesta data era elevado a Distrito de Paz e Curato. O crescimento visível da população que se espalhava pela região em busca de novas áreas de mineração e ali a edificação de uma Capela, simbolizando a necessidade e manter a religiosidade. A produção de outros meios de subsistência, como agricultura e pecuária, contribuíram para a formação e disseminação da população o nordeste mineiro; abrangendo desde as matas do Suaçui até Minas Novas.

Desde a chegada dos primeiros habitantes em busca de ouro, registra-se diversos dados sobre a população do município de São José do Jacuri e no período da existência das minas. É percebido, analisando os dados da época que a mineração influencia o crescimento populacional. Jacuri atingiu um rápido crescimento populacional, sendo que em 1890, a sua população atingiu os 7.455 habitantes na sede do povoado. Nota-se a este crescimento ao comparar a atual população de todo o município que segundo o IBGE é de 6.712.

Dez anos após a febre aurífera, ou seja, por volta de 1900, a popúlação sofre uma queda assustadora chegando a 3.304 habitantes, em conseqüência “8 escassez da mineração. A população volta a crescer “por volta de 90 onde pode contar com uma população de 10.882 habitantes, numa densidade demográfica de 22,5 h/Km2.

Em 1997, as emancipações explodem em grande parte do estado. E Jacuri diante de um momento de conturbação político-administrativa, perde parte de seu território. O distrito de Frei Lagonegro consegue sem resistência sua emancipação e novamente a população é reduzida. De acordo com dados estatísticos cai para 6.661 habitantes. Vejamos algumas características atuais do município, que em sua trajetória comemorou em 2003 cinqüenta anos de emancipação.

Localizada na Região VIII, na Bacia do Rio Doce, na região Nordeste de Minas Gerais, em uma área de 345 km”, Jacuri está a 329 Km da nossa capital. Tem como pólo Regional Eleitoral a Comarca de Peçanha, sua Superintendência Regional de Educação se localiza em Guanhães a aproximadamente 85 km. Limita-se a Norte com o município de São Sebastião do Maranhão e Frei Lagonegro, a Sul com São João Evangelista e São Pedro do Suaçuí, a Leste José Raydan e a Oeste Coluna.

Em se tratando de características geográficas; Jacuri é banhado pelos rios Jacuri e Suaçui Grande. Seu clima predominante é o Tropical de Altitude, com precipitações anuais de 2.000 m.m, com intensidade máxima de novembro a janeiro. A temperatura média gira em torno de 23°C.

Localizado a 582 m de altitude, o território do município de São José do Jacuri é

bastante acidentado. Com predomínio para 0- cerrado, ainda preserva uma pequena parte

da Mata Atlântica, de Campos e Várzeas. A principal atividade econômica é a agropecuária com destaque para o crescimento da apicultura.

ASPECTOS NATURAIS

O município tem uma área de 346 krn”. Apresenta um relevo de planalto (com altitudes superiores a 500 metros) com predominância de serras. Este aspecto dificulta o uso da tecnologia agrícola, o que torna a agricultura de subsistência predominante. São os principais produtos agrícolas do município: café, feijão, milho, cana-de-açúcar e banana.

 

HISTÓRICO DO BEM CULTURAL

 

Em 1862 São José do Jacuri ganhou a condição de distrito e em 12 de dezembro de 1953 elevou-se à condição de município emancipado da cidade de Peçanha, um dos motivos para obter uma edificação destinada a prefeitura, do município de São José do Jacuri.

Teve suas obras iniciadas em 1954, através do Senhor César de Carvalho Júnior, popularmente conhecido como “Seu Nego”, ele um próspero comerciante local, destinou um de seus terrenos para construir a prefeitura, que o autor considerava de “Prédio dos Três Poderes”. Porém em decorrência de uma derrota nas eleições de 1954, sendo o prefeito eleito Américo José de Oliveira ,interrompia-se assim o processo da construção, pois o terreno era de origem particular, somente em 1962 com a vitória de César de Carvalho Júnior retomam as obras do prédio, o mesmo ergueu a edificação com recursos próprios e não admitiu a transferência de propriedade para o município. Ao término da construção em 1964 seu uso serviu para o funcionamento da Prefeitura e Câmara Municipal, esgotando desta maneira o mandato deste prefeito em 1967, que tem como seu sucessor o adversário Antonio Alves de Meira, portanto não sendo possível utilizar o imóvel construído para este fim, mas que o município não poderia usufruir devido a falta de registro e posse do terreno, tanto prefeitura como Câmara de vereadores passam a funcionar em vários imóveis da cidade, inclusive onde existe atualmente a Unidade Básica de Saúde São José (Hospital) e o destacamento da Polícia Militar, ficando a edificação que seria o “Prédio dos Três Poderes”, moradia particular, posto de saúde e república para estudantes e professores em diferentes períodos.

Somente na gestão de Onofre de Oliveira Alves, em 10 de Dezembro de 1979 o imóvel da Rua Dr. Simão da Cunha, 77 com seus 760 metros quadrados, foi definitivamente adquirido no valor de Oitocentos mil cruzeiros de Altamira Geralda de Carvalho Pinho, filha de César de Carvalho Júnior e de Milton Agostinho de Pinho, seu marido para a Prefeitura Municipal de São José do Jacuri.

O projeto estrutural do prédio foi concebido pelo próprio idealizador da obra, mas sabe-se que foram contratados pedreiros da Peçanha e alguns da própria cidade como:

Jurandir de Almeida Tomás, Joaquim Lopes, José Pena e outros.

O município desde sua emancipação já obteve os seguintes prefeitos:

Américo Oliveira Alves (1954-1959)

Cesar de Carvalho Júnior (1960-1963)

Silvino Gomes (1964-1967)

José Alves Sobrinho (1968-1970)

Jair Barroso de Oliveira (1971-1972)

Antônio Alves de Meira (1973-1976)

Onofre Oliveira Alves (1977-1983)

Abel Evaristo Bessa (1983-1984*) * Afastou-se por motivo de saúde retomando as atividades em 1985.

José Chaves Oliveira (*1984-1985) * Como vice-prefeito ,assumiu o governo interinamente até 1985.

Onofre Oliveira Alves (1989-1992)

Wenilton Bernardo (1993-1995)

Afonso de Castro (1995-1996)

Alixandrina Gonçalves de Oliveira Machado (1997 – 2000 e 2001 a 2004)

José Geraldo Alves Gonçalves (2005 a 2008)

José de Fátima Oliveira (2009-2012)

José Geraldo Alves Gonçalves (2013)